O trabalho do site de casamento é parar de responder as mesmas perguntas
A conta que ninguém faz antes é a de mensagens. Cento e vinte convidados, cada um com três ou quatro dúvidas — que horas começa, onde é, dá para levar criança, pode ir de terno claro, qual o presente, já confirmei? — dão umas quatrocentas mensagens, concentradas nas duas semanas anteriores ao casamento, que são exatamente as duas semanas em que vocês menos têm tempo.
Um site não deixa a festa mais bonita: ele muda o número dessa conta. Cada resposta é escrita uma vez, fica num endereço que cabe no convite e continua respondendo às três da manhã. O que sobra para o WhatsApp é o caso particular — a tia que não usa link e o primo que vai chegar depois da cerimônia.
É por isso que a informação prática vem antes da decoração aqui. Data e contagem na capa, local com mapa, dress code, cronograma do dia e observações; a história de vocês e a galeria existem para o site ser lido, não para ele ser um formulário.
RSVP: o número que o buffet cobra de vocês
A confirmação de presença é a parte do site que tem prazo real e consequência financeira: o buffet fecha o número numa data, e o que passar disso vira cadeira paga e vazia. Perseguir cento e vinte pessoas por mensagem privada é o método que quase todo casal acaba usando, e é o que produz aquela lista de "acho que ele vai" que ninguém tem coragem de mandar para o fornecedor.
Aqui o convidado confirma no mesmo lugar em que leu a data — sem cadastro, sem senha, sem aplicativo. Ele diz se vai, quantos acompanhantes leva (você define o teto), se tem restrição alimentar e pode deixar um recado. Você acompanha a lista no portal, com o total somado, e define um prazo para o formulário parar de aceitar.
Há dois modos, e a escolha é sua. Em RSVP aberto, qualquer pessoa com o link confirma — é o normal, e serve para a maioria. Em lista fechada, você cadastra quem convidou, agrupado por convite, e o convidado procura o próprio nome: ele recebe o convite inteiro pré-marcado ("João, Maria e mais 1") e confirma pelo grupo num envio só. É o que impede o link repassado de virar convidado extra.
E existe uma trava para casamento em casa ou em sítio: o endereço completo só aparece para quem confirmou presença. O site continua público, com data, história e lista; o endereço não.
Site e lista no mesmo endereço, e por que isso não é detalhe
O arranjo mais comum é ter um site de casamento numa plataforma e a lista de presentes em outra — quase sempre a de uma loja. Funciona, e cobra um pedágio que só aparece no fim: o convidado que abriu o site para ver o horário precisa clicar num segundo link, esperar outra página carregar, às vezes criar uma conta, e é ali que uma parte dele desiste. Quem não desiste presenteia, mas o dinheiro entra como crédito numa loja e sai de lá com o preço dela.
Aqui a mesma visita resolve as duas coisas. O convidado leu a data, confirmou presença, rolou mais um pouco e escolheu o presente — sem trocar de site, sem criar conta, pagando por Pix pelo app do próprio banco. O valor cai direto na sua conta, não em crédito e não num saldo nosso.
A parte de dinheiro tem regra própria e ela está aberta: o Presentou não cobra percentual sobre presente nenhum, e a única cobrança é a publicação, uma vez só. Os números, incluindo a tarifa de 0,99% que o Mercado Pago desconta de quem escolhe receber por ele, estão em preços e taxas. O funcionamento da lista em si — cotas de lua de mel, valor livre, quantidade — está na página da lista de casamento.
O que este site faz — e o que ele não faz
Ele faz: nove visuais fechados, com contraste medido para leitura no celular, que é onde a esmagadora maioria dos convidados vai abrir; capa com foto e contagem regressiva; até oito seções de texto com foto para a história de vocês; galeria de até oito fotos; cerimônia e festa com mapa, dress code e cronograma de até oito linhas; confirmação de presença nos dois modos; mural de recados; lista de presentes nas três modalidades; convite pronto para stories e QR Code para o convite impresso; e uma prévia de link que mostra o nome e a foto de vocês quando alguém compartilha no WhatsApp.
Ele não faz: domínio próprio. O endereço é presentou.com.br seguido do nome que vocês escolherem, e não há como apontar um .com.br de vocês para ele — se isso for requisito, é melhor saber agora do que depois de montar tudo. Também não há mapa de mesas, envio de convite por e-mail para a lista de convidados nem lojinha com produtos de parceiros.
A ausência dessa última é de propósito, e é o que sustenta os 0%: plataforma que ganha percentual sobre o presente tem interesse em que o presente seja caro e comprado ali. Aqui a receita é a publicação, uma vez, e o que os convidados dão não muda o que ganhamos. Você pode montar o site inteiro, escrever tudo, subir as fotos e ver como ficou antes de decidir se publica.