Pix e dinheiro

Lista de presentes com Pix sem taxa: o que comparar

"Sem taxa" é dito por plataformas que cobram coisas muito diferentes. São quatro custos possíveis, e só um deles costuma aparecer no anúncio.

Atualizado em · 4 min de leitura · por Presentou

"Sem taxa" aparece no anúncio de plataformas que cobram coisas completamente diferentes umas das outras. Não é necessariamente má-fé: é que existem quatro custos possíveis numa lista de presentes, e cada empresa chama de "taxa" apenas o que ela não cobra.

Separar os quatro é o que torna duas plataformas comparáveis. Depois disso a conta é trivial; antes disso, é impossível.

Os quatro custos

CustoQuem cobraComo aparece
Percentual sobre cada presenteA plataformaDescontado do valor antes de chegar em você
Tarifa do meio de pagamentoO gateway (ex.: Mercado Pago)Descontada do Pix recebido, na conta de quem recebe
Preço de publicação ou mensalidadeA plataformaCobrado de você, uma vez ou por mês
Custo de saque ou transferênciaA plataforma ou o bancoCobrado quando você retira o saldo

Uma plataforma que cobra 8% sobre cada presente e nada para criar a lista se anuncia como "grátis". Outra que cobra um valor fixo para publicar e nada sobre os presentes se anuncia como "sem taxa". As duas frases são verdadeiras e descrevem modelos opostos.

O único custo que ninguém elimina

Pix entre pessoas físicas é gratuito por regra do Banco Central. Mas quando o pagamento passa por um meio de pagamento — para gerar QR Code dinâmico, confirmar automaticamente e conciliar cada presente —, esse meio cobra uma tarifa sobre o valor recebido. É um custo real, e ele não é da plataforma de lista: é do gateway, descontado na conta de quem recebe.

Existe uma forma de não ter esse custo: receber na sua própria chave Pix, como um Pix comum entre pessoas. Aí não há gateway no meio, e não há tarifa nenhuma sobre o presente. O preço disso é operacional — a confirmação do pagamento passa a ser sua, olhando o extrato e confirmando na lista, em vez de automática.

Como é no Presentou

Vale dizer os quatro números explicitamente, já que o texto inteiro é sobre não escondê-los:

  • Percentual sobre os presentes: nenhum. Não há repasse, não há split e não há saldo nosso em lugar nenhum.
  • Tarifa do meio de pagamento: 0,99% por Pix recebido, se você escolher receber pelo Mercado Pago — cobrada por eles, na sua conta. Recebendo pela sua própria chave Pix, zero.
  • Publicação: R$ 49,90, uma vez, e a lista fica no ar por 12 meses. Montar a lista antes disso é gratuito e ilimitado.
  • Saque: não existe, porque não existe saldo. O dinheiro já é seu no momento do pagamento.

A conta comparada com o modelo de percentual — inclusive o ponto a partir do qual cada modelo compensa, e ele existe nos dois sentidos — está em quanto custa uma lista de presentes online.

O que "sem taxa" costuma esconder

  • Cartão parcelado com percentual diferente. Se a plataforma anuncia um número só, cheque se ele vale para cartão — costuma não valer.
  • Prazo de repasse. Não aparece como taxa, mas 30 dias de espera custam: o fornecedor da festa vence antes.
  • Valor mínimo de saque. Saldo abaixo do mínimo fica preso até a lista receber mais.
  • Validade da lista. Lista que sai do ar antes da festa não é economia, é problema.
  • Percentual sobre o valor livre. Em algumas plataformas, contribuição em dinheiro tem percentual diferente do presente comum.

Um roteiro de cinco minutos

  1. Estime quanto a sua lista deve receber: número de convites × ticket médio esperado.
  2. Some, para cada plataforma, os quatro custos sobre esse valor.
  3. Pergunte onde o dinheiro fica entre o pagamento e a sua conta.
  4. Confira se cotas, quantidade e site do evento estão inclusos.
  5. Só então compare o preço de entrada — ele costuma ser a menor parte da conta.

Se a diferença entre receber direto e receber por saldo ainda não estiver clara, ela é o assunto inteiro de Pix direto na conta ou saldo para saque. Para aplicar o roteiro a uma lista de casamento, com os oito critérios abertos um a um, o texto é melhor site para lista de presentes de casamento — e os nossos próprios números estão em preços e taxas.

Perguntas frequentes

Existe lista de presentes com Pix sem taxa nenhuma?
Sem percentual sobre os presentes, sim. Sem custo nenhum de espécie alguma, é raro: ou a plataforma cobra percentual, ou cobra pela publicação, ou o meio de pagamento cobra tarifa. O que existe é escolher qual desses custos você prefere.
Pix tem taxa para receber?
Entre pessoas físicas, não. Quando o pagamento passa por um meio de pagamento para gerar QR Code e confirmar automaticamente, esse meio cobra uma tarifa sobre o valor recebido, descontada na conta de quem recebe — no Mercado Pago, hoje 0,99%.
Como receber os presentes sem nenhuma tarifa?
Recebendo na sua própria chave Pix, sem gateway no meio. O presente cai do banco do convidado direto no seu, sem desconto. Em troca, a confirmação de cada pagamento passa a ser manual: você confere o extrato e marca o pedido como recebido.
Quanto custa publicar uma lista no Presentou?
A publicação custa R$ 49,90, cobrados uma única vez, e a lista fica no ar por 12 meses. Não há percentual sobre os presentes nem mensalidade, e montar a lista inteira antes de publicar é gratuito.
Vale mais a pena percentual ou valor fixo?
Depende do tamanho da lista. Para listas pequenas, o percentual costuma sair mais barato; acima de cerca de R$ 1.720,69 em presentes, o valor fixo ganha, e a diferença cresce quanto mais a lista receber.

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